A água nossa de cada dia. Até quando?

Imagine não ter água para beber, cozinhar, tomar banho, lavar roupas, limpar a casa e o carro. O fato é que muitas populações no mundo já vivem esta realidade, que está cada vez mais próxima de nós. É só observar as manchetes da mídia que mostram a diminuição do nível dos rios, a seca de nascentes e de mananciais. Mas a grande questão é: a água do planeta vai acabar? A boa notícia é que não. Isto por que, como outros elementos químicos, ela realiza um ciclo entre a atmosfera e a Terra. Assim, a quantidade total de água é a mesma. A má notícia é que, cada vez mais, a disponibilidade de água e água de qualidade estão menos acessíveis. As causas são a destruição das matas ciliares e das nascentes, a mudança no clima, o desperdício e a contaminação das águas superficiais e subterrâneas, situações estas em que temos uma grande parcela de culpa. Tal situação exige de nós uma postura diferente em relação ao uso deste recurso natural: a mudança é a única saída. E onde começamos? Na nossa própria casa: agir localmente para mudar globalmente. Enquanto não adotarmos atitudes simples, mas extremamente necessárias, o quadro tende a piorar. Trocar torneiras e descargas com vazamento, colocar aeradores nas torneiras, usar a lavadora de roupas na capacidade máxima no modo rápido, sem enxague duplo, programada para aproveitamento da água para limpeza da casa, tomar banhos mais rápidos, escovar dentes com a torneira fechada, esfregar a louça com torneira fechada, aproveitando a água da lavagem para fazer a primeira limpeza nos pratos, não “varrer” a calçada e a rua com mangueira e usar baldes para lavar carros, são atitudes bem simples e fáceis de serem executadas, mas que promovem uma grande economia de água. Só basta um pouco de boa vontade e consciência ecológica. A pergunta está feita: você topa começar agora? Se a resposta for sim, parabéns, você pode contribuir para uma vida melhor para seus filhos, netos e bisnetos. Se for não, sinto muito te dizer: “depois não diga que não avisei; você vai chorar na cama, que é lugar quente”, já dizia minha sábia avó.

Patrícia da Silva Santos é licenciada e bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Viçosa e doutora em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é professora do curso de Engenharia Ambiental da FDV e professora substituta do Departamento de Biologia Animal da UFV.


Data de Publicação: 10/11/2014
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