Roberto D'arte lança "CINÉFILO" na Quarta Cultural da FDV
Professor da FDV há quase 13 anos, José Roberto Duarte Moraes lançou o seu primeiro livro na faculdade, no dia 21/11, como parte da programação da Quarta Cultural da FDV. Intitulado “CINÉFILO – Entrelinhas filosóficas em obras cinematográficas”, este livro é assinado pelo autor como Roberto D’arte, nome usado por ele nos cerca de 600 textos que publicou como redator e articulista do jornal Tribuna Livre, de Viçosa.
A abertura do lançamento foi feita pela professora Débora Sant’Anna – coordenadora de Extensão e Cultura da FDV, seguida da exibição de dois vídeos: “A História do Cinema em 3 Minutos” e “Medo” (este uma produção interdisciplinar realizada no segundo semestre de 2017 com estudantes do curso de Publicidade e Propaganda, sob a coordenação e direção dos professores Roberto D’arte e Michel Duarte).
Após a exibição dos curtas-metragens, o autor falou sobre o processo de realização do livro, além da sua paixão pelo Cinema e pela Filosofia (áreas em que também atua no âmbito acadêmico da FDV). Logo depois, Roberto D’arte fez a doação de exemplares de CINÉFILO para a biblioteca da faculdade, recebidos pelo seu diretor geral Heleno do Nascimento Santos, que parabenizou o professor e elogiou a iniciativa de proporcionar aos estudantes da instituição a oportunidade de poderem ler a sua obra. O encerramento do lançamento aconteceu à sala 02, onde foi servido um coquetel e também onde convidados puderam adquirir o livro com dedicatória do autor.
O autor e a obra
Baiano de Boa Nova, Roberto D’arte reside há 23 anos em Viçosa, cidade que adotou como sua e que também o adotou, visto que no dia 9/11 ele recebeu da Câmara Municipal (sob indicação do vereador Sávio José) o título de Cidadão Honorário de Viçosa. “Tenho verdadeira paixão por Viçosa! Aqui construí a minha carreira como jornalista, professor e também como escritor. Agora, então, posso dizer que oficialmente sou também cidadão viçosense”, mencionou o professor em reportagem recente publicada no jornal Folha da Mata.
Sobre CINÉFILO, o autor informou que ele vem sendo organizado há algum tempo, primeiro a partir da releitura de textos que ele publicou no jornal Tribuna Livre, no qual atuou por mais de duas décadas como repórter, redator, articulista e editor da página de Cultura e de seu suplemento infantil. “Os belíssimos desenhos da capa, contracapa e que ilustram parte dos textos foram feitos por um conterrâneo baiano, o designer Mauro YBarros. Eles valorizaram a obra, que me realiza muito, pois desde criança sou apaixonado por cinema. Como professor de Filosofia, pude unir estas duas áreas extremamente importantes na minha vida”, ressaltou Roberto.
O livro é apresentado por dois conterrâneos e amigos de infância do autor, ambos também escritores com obras lançadas pela mesma editora. Um deles é Paulo Andrade, graduado em Letras pela UFV na década de 1990 e atualmente professor da UNESP-Araraquara. Num dos trechos, ele escreve: “se uma narrativa cinematográfica encena, simbolicamente, a experiência do outro, elas também permitem que Roberto, enquanto leitor crítico, ao ser impactado por tais cenas, rememore o seu próprio percurso, a sua experiência humana, como num jogo de espelhos. A cada tema instigante, suscitado pelos filmes, o autor explora, a partir de seu vasto conhecimento filosófico, questões vividas por todo ser humano na vida prática”.
Em um dos trechos de sua apresentação, o músico e também graduado em Filosofia, Renato Pedrecal Jr., enfatiza o seguinte: “ao unir cinema e filosofia, duas paixões antigas que nossa amizade de mais de 30 anos me autoriza a atestar, Roberto D'arte nos convida a partilhar da sua visão muito particular de cada uma das obras apreciadas. O tom intimista adentra a região da dupla paixão cinefilosófica, despida de tecnicismos e decididamente empenhada em nos levar a uma reflexão tanto leve quanto indispensável rumo ao exame da nossa relação com a realidade e com nós mesmos”.
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